O Avesso da Palavra

Domingo, Agosto 29, 2004


O Moidsch está de volta! São antigos e novos desenhos repletos de beleza e poesia.
Vai conferir.

postado por: Luisa 11:16 PM Palavrinhas:


Domingo, Agosto 22, 2004


Carrego em mim muitas lembranças do que fui e do que não foi. Trago sentimentos misturados à sensações antigas e novas. Sou um punhado de pequenas tristezas, talvez. Mas sou também algumas boas alegrias que ainda me fazem sorrir. Cada um que passou por mim me fez ser o que hoje sou, afinal. Sem entretantos, nem muitos porquês. Apenas assim. Plena de incoerências e contradições, sem controvérsias.

E, para quem ainda duvida, esta sou eu: sem definições.

postado por: Luisa 6:23 PM Palavrinhas:


Quinta-feira, Agosto 19, 2004


I Need

I need some good luck
I need a best friend
I need a rough dog
I need a mountain
I need some new clothes
A TV, a cause
A trip to Nirvana
The thrill of applause
I need a wet kiss, I need to confess
I need a vision, religion
The right to be silent
And then to be heard
A week on an island
A diet that works

I need a dose of the Bible
Another course of survival
Just talkin' 'bout the essentials
To make me feel alive

That's all I need
See how easy I am to please
That's all I need
See how easy I am

I need some money, more money, and more time
A strong cup of coffee
A haircut a lifeline
A stranger to trust me
My father to love me
Seattle, a sunburn
And lots of Todd Rundgren
I need a guitar
To do it on all fours
Cool friends, weekends
And someone to die for

When I'm alone on my couch
Nothing can settle me down
I'm adding on to my list
It makes me feel alive

That's all I need
See how easy I am to please
That's all I need
See how easy I am

I need Guru
I need to chill
I need a Mercedes 280 SL
Yeah. That'll fix it, I'll be complete
I need a, I need a, I need a

That's all I need
See how easy I am to please
That's all I need
Maybe then I will be complete
That's all I need
I'm not asking for everything
That's all I need
See how easy I am
I am

(Meredith Brooks)

postado por: Luisa 11:13 PM Palavrinhas:


Terça-feira, Agosto 17, 2004


Hoje eu poderia te dizer muitas coisas. Mas deixo apenas meu silêncio calar tuas palavras...

postado por: Luisa 9:41 PM Palavrinhas:


Terça-feira, Agosto 10, 2004


Eu e Meus Livros


Escrever, pra mim, é um exercício. Prática do prazer da leitura. Ler me fascina, me transporta. Há textos, livros, idéias, que quando lidos parecem corresponder exatamente àquilo que já se encontrava escrito dentro de mim, porém, sem palavras definidas.

A escrita, pra mim, é despertada pela leitura. Minha inspiração maior. Ler me agrada, me torna mais leve. Me faz enxergar além. Viajar por outros mundos e outras eras. Quando entro numa livraria, por um breve instante, a respiração pára. Vejo todos aqueles livros empilhados com olhos de surpresa e espanto, como se fosse sempre uma primeira vez. Folheio cada página com um gosto de encanto que não sei bem descrever.

Os sebos, então, são lugares de mistérios guardados, segredos escondidos nos cantos das folhas dobradas. Livros antigos, levemente amarelados pela cor do tempo, cada um com a sua história. E o que mais me fascina é a idéia de que cada livro daquele já fez também história na vida de alguém. Às vezes, uma dedicatória encontrada por acaso, ou um marcador de páginas esquecido entre palavras riscadas, é capaz de me remeter a tempos idos e não vividos.

Pessoas desconhecidas passam então a existir nas asas dos meus pensamentos. Alguma jovem moça chorosa, um pouco Macabéa e também um pouco Clarice, já teve um daqueles livros em mãos, e já se emocionou com algum daqueles personagens, alguns daqueles versos e passagens. Um livro que talvez tenha ganhado de um tio distante, mas muito viajado, ou talvez de um namorado por quem se apaixonou muito nova, ou ainda, de uma amiga de infância. Não importa. Há uma história ali. Cada livro é um símbolo. Representação de um momento, uma fase ou um tempo na vida de quem lê. Pedaço da vida feito em memória.

Os livros, afinal, nos dizem verdades. Não a verdade singular, única e absoluta de alguns filósofos. Mas pequenos lampejos da verdade interior de cada um. Sopros de pensamentos que vagueiam em nossa mente, sopros de sentimentos que estão à flor da pele, mas nem sempre sabemos identificar. Ler é trazer os sentidos à tona, fazer pulsar em si algo além da própria imaginação. Mas não há palavra que descreva ou traduza com exatidão o que só, uma vez ou outra, temos a sensação de saber.

postado por: Luisa 2:48 PM Palavrinhas:


Terça-feira, Agosto 03, 2004


O texto que segue abaixo é dedicado a algumas amigas queridas, mesmo as que não leiam este blog... mas em especial a uma delas, que certamente saberá do que estou falando: baby, esse é pra você, porque você bem entende.

AS RAZÕES QUE O AMOR DESCONHECE

Martha Medeiros

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes do Woody Allen, do Hal Hartley e do Tarantino, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettuccine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desses, criatura, por que diabo está sem namorado?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do Cupido do que por uma ficha limpa.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele adora o Planet Hemp, que você não suporta. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, mas você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, ele adora animais, ele escreve poemas. Por que você ama esse cara? Não pergunte pra mim.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou murchar, você levou-a para conhecer sua mãe e ela foi de blusa transparente. Você gosta de rock e ela de MPB, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano-Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são referências, só. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo o que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó. Mas só o seu amor consegue ser do jeito que ele é.

postado por: Luisa 12:03 PM Palavrinhas:


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