O Avesso da Palavra

Segunda-feira, Setembro 27, 2004




Chegou às minhas mãos um disco desses que não queremos parar de ouvir enquanto não se esgotarem as energias. "Radio Bemba Sound System" é o nome do CD do francês Manu Chao gravado ao vivo, em 2002. São 29 faixas carregadas de ska, rumba, reggae, metais, numa mistura de ritmos e batidas dançantes. A sensação que se tem é de estar em uma festa alucinante na praia, onde tudo ao redor importa menos que o sangue fervendo na veia. A vontade é de dançar até o amanhecer. Não há muito o que dizer, quem ouve sabe.

Comentário da minha mãe:

- Esse cara parece que gosta de uma maconhazinha, hem...

Detalhe do trecho da música que na hora tocava no cd player do nosso carro: "welcome to Tijuana, tequila, sexo, marijuana..." (tsc, tsc)

postado por: Luisa 11:46 PM Palavrinhas:


Terça-feira, Setembro 14, 2004


Medo De Amar Nº 3

"Você não tem medo de mim/Você não tem medo de mim/Você tem medo é do amor/Que você guarda para mim/Você não tem medo de mim/Você não tem medo de mim/Você tem medo de você/Você tem medo de querer/Me amar" (Adriana Calcanhoto)

Nem todos dizem eu te amo. Nem todos se declaram com todas as letras. Nem todos escrevem cartas apaixonadas, pixam o muro com corações ou contratam serviços de mensagens. Nem todos gostam de pagar o maior mico em nome do amor. Amor? Alguém aí pronunciou a palavrinha mágica? Sinônimo de compromisso, fidelidade e eternidade do sentimento. Se eu te amo hoje, não quer dizer hoje. Quer dizer por toda a minha vida. Em cada despedida, desesperadamente - como já perpetuou os versos de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Me responda, quem é capaz disso? Se almejarmos o eterno, encontraremos problemas pela frente, justamente por não saber que "o pra sempre sempre acaba". Mas, ditas as três pequenas e poderosas palavras, não tem volta. Já era. Você será um eterno devedor. Deve atenção, respeito, carinho, mais atenção, algumas boas explicações e uma generosa dose de fidelidade incondicional. O que quer dizer: não sou mais só eu aqui. Agora somos nós dois. E, leia-se: mais ninguém. O que pode ser muito bom ou, simplesmente, não. Depende de quem fala e de quem ouve. Mais ainda, depende do que existe entre um e outro. O sentimento verdadeiro. Porque o que temos, na verdade, é uma idéia, apenas uma idéia do que é o amor. Alguém se habilita a esmiuçá-lo, destrinchá-lo? Ninguém sabe o que é realmente, de fato, o amor. Até porque é sentimento puro e simples. Não são dados, não são números; nem é dado a fatos, motivos, razões e conjunturas. É mistério. E quando acontece não se explica.

postado por: Luisa 4:04 PM Palavrinhas:


Quarta-feira, Setembro 08, 2004


...e (EU?!) continuo inconstante,

porque a cada minuto MUDA o instante...

postado por: Luisa 10:26 PM Palavrinhas:


Sábado, Setembro 04, 2004


Só Eles Se Entendem

Mô. Môzinho. Moreco. Coração. Tchutchuca. Inho. Até quanto pode se reduzir a idade mental de uma pessoa apaixonada? Atestado de paixonite grave número 01: apelidos horrorosos. Na verdade, pouco importa do que você vai chamar o seu bem-querer, o importante é a forma como chama. Atestado de paixonite grave número 02: seres adultos que se utilizam de voz de criança ao tratar com seu parceiro de idade mental igualmente duvidável. Me diga, existe coisa mais brega? Seres apaixonados viram criança outra vez. Voltam à infância, fazem birra, tentam de tudo pra chamar a atenção do outro e ainda ameaçam com chantagem emocional. Como se não bastassem as atitudes, falam com voz infantil ou de desenho animado, estilo Teletubbies. Do jeito que eu falo com o meu cachorro, um puddle. É o caos da humanidade. E ninguém está a salvo. Agora, pare pra pensar na situação. Qualquer pessoa, em seu estado normal de consciência, é capaz de perceber o tamanho ridículo a que se expõem os "românticos". Mas romantismo mesmo é outra coisa. Não é bem enxergar o mundo sob lentes cor-de-rosa, mas sob a ótica do sentimento. E aí já são outros quinhentos. De qualquer forma, pessoas normais, seres racionais, mal-humorados e mal-amados agradecem a discrição dos casais. Tem coisas que a gente não precisa ouvir. Podíamos, todos, dormir melhor sem essa.

postado por: Luisa 12:08 PM Palavrinhas:


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