O Avesso da Palavra

Quarta-feira, Dezembro 29, 2004


Eu, que AMO cinema, não poderia deixar de postar aqui o meu Top 10
dos melhores filmes de 2004.

Aí vai - por ordem em que os assisti na telona:

1. As Invasões Bárbaras
2. 21 Gramas
3. Dogville
4. Encontros e Desencontros
5. Kill Bill (I e II)
6. Diários de Motocicleta
7. Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
8. A Vila
9. Reconstrução de um Amor
10. Corações Livres

postado por: Luisa 9:20 PM Palavrinhas:


Domingo, Dezembro 26, 2004


Pra Começar...

Há um ano eu me reinventava outra vez. Porque assim é a cada fim de ano, a cada início de outro. A cada dia, amanhecer, ou pôr-do-sol que precede estrelas. Em novembro de 2003 criei esse blog. Ferramenta para meu exercício de escrita. Um ano depois, ainda posso rev(iv)er momentos meus apenas percorrendo estas páginas virtuais. E aí vou vendo as fases pelas quais passei ao longo desse período. Muitas coisas não estão sequer aqui. Mas eu não seria capaz de esquecer.

O ano de 2004 começou estranho, engraçado, como a anunciar o que viria pela frente, e vem terminando já bem diferente de antes, de tudo o que eu pudesse imaginar. A vida é um ciclo, mas a gente nunca volta para o ponto anterior deste círculo infinito. Naquela época, há um ano, eu vivia outros sentimentos misturados a uma porção de dúvidas e novos acontecimentos. Estava me dando por (con)vencida de que algumas coisas não mudariam, teria eu de mudar. Passar pra outra. E assim fui. Vivendo devagarinho durante quase seis meses decisivos para mim. Fiz escolhas, outras se fizeram ao meu redor. Do emaranhado de laços, desatei alguns nós. E segui em frente. Buscando um lugar melhor, uma tranquilidade sem pressa do que só ocorre se for natual de ser.

Aqui estou eu. Mais uma vez. Passando por tudo, tropeçando, levantando e seguindo em frente. Como tem de ser. Disposta a me renovar novamente. Disposta a deixar pra trás e ir em busca do adiante. Um ano a mais. E, agora, já no final de tudo outra vez, o momento pede reflexão. É bom aproveitar esse instante último para botar as coisas no lugar. Arrumar o quarto e o coração. Dar uma geral na vida e nas idéias. Saber o que vai ser daqui pra frente. O que foi, e o que tem sido. E disso tudo, o que há de bom. E só pegar pra mim aquilo que melhor me serve.

De tudo o que se passou, uma coisa fica muito forte: a amizade de todos aqueles com quem compartilhei momentos. A certeza de que algumas coisas são duradouras e de que algumas pessoas que chegam na nossa vida, ficam. Aos novos que tenho conhecido, a alegria de mais um que chega pra perto. Não sei se o fim do ano me torna nostálgica ou mais sensível a certas coisas. Talvez seja apenas o meu momento. Mas tudo o que me marca, também me fortalece e me torna mais humana. Por isso, estou bem... quero apenas a leveza de ser.

postado por: Luisa 12:25 PM Palavrinhas:


Sexta-feira, Dezembro 17, 2004


Porque são sempre tantas coisas, mas há vocês...

Será que estou perdendo a capacidade de me expressar por palavras? Penso eu. São tantos sentimentos, dúvidas, planos, emoções, e eu aqui sem botar palavra fora. Às vezes, o mundo nos escapa à explicação de nós mesmos. Mas tudo o que vivo, ao contrário de tempos atrás, tenho sentido pulsar cá dentro, de forma que faz me sentir viva. E, talvez, por ter com quem dividir tantos pedaços incertos de mim, eu me faça um pouco mais inteira. Apesar das lacunas, dos espaços.

É bom ter ao nosso lado pessoas capazes de mudar o nosso humor, o nosso ângulo de visão, os nossos pensamentos. Trasformando nossas definições em dúvidas, pra saber que nada é eterno, imutável, estático, neste mundo. A vida se constrói nessas pequenas relações. São os amigos que nos apóiam, os colegas de rotina, os encontros (tão pouco) casuais, as conversas entre-cruzadas de bar, escola, após o cinema, ou na fila do banco. Cada instante deste sonho é mais real se prestarmos bem atenção ao que nos cerca e ao que está além de tudo isso.

São por essas coisas que ainda me faço de pé em tantos momentos. Porque há sempre um toque, uma música, um sorriso por perto, ou uma palavra que mesmo longe chega em mim. Há perguntas e há respostas. Há também a confiança em um lugar. Assim como a possibilidade dos encontros. E, ainda, a chance de ter alguém tão pertinho de mim, que basta que eu estenda a mão para compreender tanto carinho. Amigos. Há a presença dessas pessoas em minha vida. E só isso (que é tanto) já me alegra. Mesmo os mais distantes, não esqueço. E, vez ou outra, só por lembrar-me deles é como um abraço emprestado em pensamento.

Tenho amigas, algumas delas tão próximas, que às vezes dispensam-se conversas nas questões mais cruciais, assim como sobram as palavras no dia-a-dia. A verdade é que mesmo que elas não saibam pelo que estou passando em determinado momento, só a sua presença já me é capaz de colocar um sorriso largo no rosto. Posso estar sentido coisas que só eu sei, mas as risadas, as bobagens, e o companheirismo me preenchem de tal forma que não sobra lugar para tristezas. E assim vou levando a vida, cheia de pedaços faltando, mas repleta das pequenas surpresas que o tempo me revela, a cada passo que dou neste meu caminho.

postado por: Luisa 5:14 PM Palavrinhas:


Segunda-feira, Dezembro 06, 2004


Todo mundo fica com todo mundo. É normal; virou moda. Eu que nunca estive muito nessa onda, me surpreendo ainda com certas coisas. Ficar quando se está a fim, tudo bem. Ótimo. Ficar porque pintou um clima, rolou a oportunidade e não havia motivo maior para dizer não, tá valendo. Quando nenhum dos dois está comprometido por qualquer parte a liberdade é total. Cada um sabe de sua vida e faz dela o que quer. Até mesmo quando há uma traição na história de um casal, só eles são capazes de se entender. Às vezes acontece, às vezes passa e muitas vezes fica. Mas quando há amigos envolvidos na situação, a história é outra. Às vezes ninguém tá comprometido com ninguém e até aí tudo bem. Tudo seria possível, se não fosse a amizade entre duas pessoas das três envolvidas. O quero dizer é: há um comprometimento maior num caso desse, que é com o sentimento do outro. Nesse ponto, não é a nossa vontade que deve contar. Não é o clima que prevalece. É o cuidado com as pessoas. A atenção com o outro. Vontade passa. O instante se transforma. Mas certas coisas não vão embora tão facilmente, ficam guardadas, marcadas. Ferem porque decepcionam a gente. De repente aquele alguém de quem tínhamos uma boa imagem passa a ser mais um entre os tantos que vem e vão. Assim é a vida, eu sei. Mas quem já passou pela experiência de se sentir um pouco traída sem nem mesmo ter o compromisso selado, sabe até que ponto vale ou não a pena sacrificar tanto por tão pouco. A verdade é que clima nenhum, vontade nenhuma, vale mais que uma boa amizade.

postado por: Luisa 5:29 PM Palavrinhas:


Sexta-feira, Dezembro 03, 2004


Eternidade

Meu silêncio, teu prazer
Teu olhar, o meu encanto

Aprendi com o poeta
A deixar que as coisas falem por si mesmas...

postado por: Luisa 11:10 AM Palavrinhas:


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