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Sexta-feira, Julho 29, 2005
Engraçado, vasculhando o baú encontramos coisas das quais já nem lembramos mais... ahh... há tanto tempo! Para relembrar velhos tempos... aí segue um texto dos idos de 2000/2001... quando as muitas idéias traziam sempre boas discussões.
Certa vez, um amigo e eu discutíamos sobre o sentir versus o pensar. Em geral, diz-se dos sentimentos que estes se encontram em nosso coração. E os pensamentos, em nossa mente. Ele e eu, porém, chegamos a conclusão de que este tão citado coração não existe. Sim, é apenas um símbolo. Como tantos outros. Pois, o coração, na verdade, é apenas um órgão do corpo humano que bombeia o sangue para o nosso corpo.
Ok. Portanto, seguindo a lógica, seria difícil que administrasse também sentimentos. Sentimentos são abstratos. Tanto quanto o "coração" que lhes abriga. Estariam estes, então, juntamente com os pensamentos dentro da mente humana. Outra parte um tanto abstrata de nós. Mas, daí, pensamos o seguinte: o sentimento é, na verdade, o próprio pensamento. Um como variável do outro. Dois lados de uma mesma coisa. Os nomes que damos são diferentes. Mas ambos partem de um mesmo ponto. Mas, há uma coisa: sentimento não se pensa, se sente.
Bem, sentimentos e pensamentos existem. Isso ninguém nega. Todos nós sabemos disso. Entretanto, quem algum dia já viu um pensamento? Quem algum dia já tocou com as mãos o sentimento? Deixariam eles de existir se não pudermos provar, através de processos físicos, a sua existência? Até que ponto o existir se liga à comprovação científica? Podem vasculhar o corpo humano, coração, cérebro, sangue, células. Nada encontrarão alem de compostos químicos, carbono ligado a carbono. Apenas sistemas, órgãos, tecidos, células, e átomos. E o que está além disso? E o que está por trás de tudo isso? Que forças regem esse sistema? Que energia impulsiona a máquina?
E dentro dessa máquina complexa que é o corpo do homem onde está a sua essência? Para alguns, isto não é mais do que perfume em pequenos frascos, fortemente concentrado. E, de certa forma, o é. Mas, claro, vai além. E onde estão finalmente os sentimentos e/ou pensamentos? Soltos no ar? De que forma? Dentro de nós? Mas onde exatamente? Bem, são perguntas para quais não há respostas. Ou talvez haja. Muitas. Cada um interpreta como quiser. Cada um pensa ou sente da maneira que melhor lhe parecer. Não sou eu quem irá dizer o certo ou o errado. Ou mesmo de que forma prosseguir. Afinal, como certa vez aprendi, o interessante é a dúvida.
Só para complementar: há quem não acredite no amor. Certamente, nunca ninguém o tocou. Nunca ninguém o embalou em papel de presente e deu de aniversário para um melhor amigo que fosse. É apenas sentimento. Não é palpável. Mas, ainda assim, existe. Esta lá. Em algum lugar. Para quem não acredita, apenas no momento em que o sentir verdadeiramente, verá ser mais forte que seu ceticismo, e só assim terá provas de que um mundo além do que se imagina existe. Sentimento não se explica. Se vivencia.
postado por: Luisa 12:07 AM
Palavrinhas:
Quinta-feira, Julho 14, 2005
In Between Dreams
Eu deveria estar escrevendo sobre a cultura pop, literatura, identidade, e os corações solitários. Não, o tema não é nada ruim; muito bom até. Mas, estou aqui navegando... ouvindo canções para doces dias de sol na voz suave do Jack Johnson, enquanto lá fora faz frio. A internet é mesmo um baú de achados - e perdidos. Clico numa página e de lá saio catando folhas ao vento. Acabo fuçando a vida de alguém em estórias soltas e vou juntando os pedaços, montando figuras na imaginação. É incrível como a gente tem interesse assim pelo outro, aquele com quem somos capazes de nos identificar de alguma forma, seja numa música, num texto qualquer, num estilo, num desejo apenas. É como a cultura pop: trata de objetos tão comuns, rotineiros, prosaicos até, mas de alguma forma é isso o que mais nos chama a atenção. Afinal, a gente ta aí pra isso mesmo: se reconhecer.
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"Learning loving somebody
Dont make them love you
Must I always be waiting, waiting on you?
Must I always be playing, playing your fool?"
[Sitting, Waiting, Wishing - Jack Johnson]
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Em tempo: sentada, na frente desta tela, adio instantes, coisas a fazer, resoluções... mas sigo à espera do momento em que poderei simplesmente fazer qualquer coisa, ou nada. Acho que uma visita a São Paulo fará bem. Ampliar o olhar, mudar o ângulo, quem sabe. E, ainda, talvez, voltar cheia de idéias empolgantes. O cotidiano, afinal, também precisa ser reciclado, pra não ser sempre mais do mesmo.
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Já tava cansando disso tudo aqui, da cara de sempre... mas, quer saber, só por um minuto, aumenta o som e segue a dança...
postado por: Luisa 10:31 PM
Palavrinhas:
Segunda-feira, Julho 11, 2005
Eu quero férias!!!
postado por: Luisa 11:49 PM
Palavrinhas:
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