Das melhores coisas de São Paulo:
- um café praticamente em cada canto da cidade, a qualquer hora
- a Avenida Paulista, em sua grandiosidade
- a Casa das Rosas
- o yakysoba de rua, feito por senhores de olhos puxados
- os lugares charmosos da Vila Madalena
- o petit gateau de doce de leite do Fran´s
- a torta de maçã com sorvete do Café Florinda
- o bauru do Centrão
- o Mercado Municipal em suas cores e sabores
- a Galeria do Rock
- o clima frio mesmo no Sol, sem o incômodo das chuvas
- os livros em cada esquina: nas bancas, nas calçadas, no metrô, no bar
- as grandes livrarias
- o metrô que te leva aos principais lugares
- os cinemas culturais
- os teatros e espetáculos
- o Masp, o Mam e o Museu Afro
- o Ibirapuera: imenso verde no meio da cidade concreta
- os jardins da Pinacoteca
- a feirinha da Benedito Calixto
- as roupas e objetos que não são vendidos em lojas
- a diversidade de estilos e pessoas em um só lugar
Muitos preparativos e tudo pronto. The big city waits for me.
Mas, só resolvi escrever aqui hoje, nesta tela branca, neste espaço ausente, de onde minha criatividade tem tentado fugir, por algo muito mais simples. Três frases, quatro no máximo. Uma mensagem inesperada no quadro de e-mails e um sorriso de surpresa no rosto. Tem pessoas que, eu creio, são assim, capazes de nos tocar num gesto muito simples. E, mesmo distantes, se fazem presentes em uma palavra. A saudade até incomoda, mas nos faz ver certas coisas, quem sabe até enxergar um pouco além. Porque, afinal, a distância... ela também aproxima.
Assim, meio a ver, meio não, deixo umas sábias palavras de quem sabia tão bem fazer poesia...
Presença
"É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas, teu perfil exato e que, apenas levemente, o vento das horas ponha um frêmito em teus cabelos...É preciso que a tua ausência trescale sutilmente, no ar, a trevo machucado, as folhas de alecrim desde há muito guardadas não se sabe por quem nalgum móvel antigo...Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela e respirar-te, azul e luminosa, no ar. É preciso a saudade para eu te sentir como sinto - em mim - presença misteriosa da vida... Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista que nunca te pareces com teu retrato...E eu tenho que fechar meus olhos para ver-te!"
[Mário Quintana]