O Avesso da Palavra

Sexta-feira, Setembro 30, 2005


Se minha saudade do que ainda não vivi viesse hoje ao meu encontro, viria com cheiro de mar, areia no pé, e pôr-do-sol alaranjado. Viria com gosto de viagem que a gente sabe que acaba, mas que dura eternamente por cada instante. Com certeza, viria com uma música ao fundo, de batida ritmada, ao levar e quebrar das ondas. Música de fim de tarde que me apertaria o peito e me faria, enfim, aportar - sem destino traçado, mas no porto certo.

postado por: Luisa 8:51 PM Palavrinhas:


Terça-feira, Setembro 13, 2005



mar de possibilidades

Uma boa ocupação que direciona minhas atenções durante parte do dia, alguns pensamentos aqui e lá, músicas acompanhando os caminhos das ruas, imagens soltas na TV, livros a terminar... e parte de tardes vazias a me inquietar por dentro. Há algo aqui que não sei definir, como boa parte do que sinto. Imensa porção de mim inesgotada: sem fim... sem começo... sem ínterim. Vontades, planos, idéias abstratas demais para serem idéias. Hiatos a me corroerem. Há sempre um quê inalcançado a questionar meus passos. E, claro, as dúvidas de sempre. Talvez não as mesmas; porém, renovadas. Paro pra te perguntar: é assim mesmo? Nem sei se alguém saberia responder. Preciso dos novos horizontes, das estrelas cadentes e das águas mistas de um oceano de novas possibilidades. Mergulhar num mar profundo de mim mesma e descobrir as ilhas que abrigo em cada pôr-do-Sol. No fim, eu sei, tenho tudo aquilo que preciso e as respostas eu mesma me darei... mas, também sei... eventualmente, mudarão as perguntas.

postado por: Luisa 8:47 PM Palavrinhas:


Sábado, Setembro 10, 2005


Esotérico

Não adianta nem me abandonar
Porque mistério sempre há de pintar por aí
Pessoas até muito mais vão lhe amar
Até muito mais difíceis que eu pra você
Que eu, que dois, que dez, que dez milhões
Todos iguais
Até que nem tanto esotérico assim
Se eu sou algo incompreensível
Meu Deus é mais
Mistério sempre há de pintar por aí
Não adianta nem me abandonar
Nem ficar tão apaixonada
Que nada, que não sabe nada
Que morre afogada por mim

[Gilberto Gil]

postado por: Luisa 12:38 PM Palavrinhas:


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